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Fonte: G1-Noticias

Mulher que caiu de corda feita com lençóis durante incêndio no Hospital Badim diz que não se lembra da queda
Colocado por: 2019-09-14 15:26:56
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“Infelizmente, na hora que eu fui descer na corda de lençol eu já estava muito fraca, muito zonza porque engoli muita fumaça. Acabei escorregando e soltei. Não me recordo bem se a corda arrebentou ou se eu soltei e caí”, afirmou.

O local onde se encontrava no hospital, segundo Gigiane, estava isolado por causa da grande quantidade de fumaça. Nem as equipes do Corpo de Bombeiros, nem os brigadistas, conseguiam acessar o local.

“Eu não me joguei na tentativa de fugir da fumaça. Eu tentei sair para pedir ajuda porque era muito idoso e muita fumaça. No local que a gente estava não tinha ninguém com a gente. Não teve bombeiro, brigadista para ajudar a gente”, contou a sobrevivente.

“Em questão de dois, três minutos, estava tomado e não tinha mais como enxergar. Não tinha mais como andar. Foi quando eu falei para o rapaz que eu iria fazer a corda de lençol e iria descer para chamar ajuda e sinalizar para os bombeiros. Porque eles [bombeiros] não conseguiam enxergar onde nós estávamos”, completou Gigiane.
Lençóis amarrados na janela do Hospital Badim, que pegou fogo no fim da tarde desta quinta-feira (12) no Rio — Foto: Reprodução / TV GloboLençóis amarrados na janela do Hospital Badim, que pegou fogo no fim da tarde desta quinta-feira (12) no Rio — Foto: Reprodução / TV Globo

Lençóis amarrados na janela do Hospital Badim, que pegou fogo no fim da tarde desta quinta-feira (12) no Rio — Foto: Reprodução / TV Globo

Reconstrução do calcanhar

Em conversa com o G1, o marido de Gigiane, Leonardo dos Santos, disse que ela fraturou os dois calcâneos – osso que compõe o calcanhar - e que o estado de saúde dela neste sábado (14) era estável.

Segundo Leonardo, os médicos aguardam diminuir o inchaço para que Gigiane seja submetida a uma cirurgia de reconstrução do calcâneo esquerdo.

“Ela está só com a imobilização, porque é caso de cirurgia. Mas os médicos precisam esperar sumir o inchaço. O esquerdo vai ter que ser reconstruído e o direito tem que fazer algumas coisas, segundo o médico”, disse Leonardo.

“São áreas sensíveis. Se fizer o procedimento da operação agora corre o risco de não cicatrizar e ter complicações. Ainda está recente a lesão e após esse período vão ver quando será feita a cirurgia. Eu estou mais tranquilo. Ainda bastante preocupado, como vai fazer depois para recuperar os movimentos, mas estou tranquilo”, completou o marido.

Infográfico sobre o incêndio no Hospital Badim, no Rio de Janeiro — Foto: Juliane Monteiro e Rodrigo Sanches/G1Infográfico sobre o incêndio no Hospital Badim, no Rio de Janeiro — Foto: Juliane Monteiro e Rodrigo Sanches/G1

Infográfico sobre o incêndio no Hospital Badim, no Rio de Janeiro — Foto: Juliane Monteiro e Rodrigo Sanches/G1

O Hospital Badim é uma unidade de saúde particular que faz parte da Rede D’Or São Luiz. O prédio que pegou fogo foi construído há 19 anos no Maracanã. Outro prédio, anexo a ele, foi inaugurado em 2018. Ao todo, o complexo hospitalar tem 15,7 mil m² de área construída, 128 leitos de internação, 32 leitos de tratamento intensivo e cinco salas de centro cirúrgico, de acordo com o site institucional.

A direção do hospital disse que criou um comitê de apoio para atender familiares de pacientes e funcionários. Foram criados ainda o número de Whatsapp (21) 97101-3961 e o e-mail [email protected] para que os familiares de vítimas possam receber informações sobre sua localização.

INCÊNDIO NO HOSPITAL BADIM


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