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Fonte: G1-Noticias

Baixa temperatura na madrugada pode ser causa da morte de caprinos e ovinos no Sertão de PE
Colocado por: 2019-09-20 18:08:57
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Criadores do Sertão de Pernambuco estão preocupados com as mortes nos rebanhos de caprinos e ovinos. A região tem registrado temperaturas baixas durante a noite e nas madrugadas e os animais estão sofrendo com o frio. Seu Ananias Francisco Neto lamenta os prejuízos. De junho até agora, 28 animais morreram de forma misteriosa.

“Este ano não tive a renda, porque pra mim, a renda era os animais. Não tive e gastei muito com remédio, com ração. Gastei muito”, afirma o criador.

Mesmo com comida e água de sobra para os animais, o que não acontece em períodos de seca, os criadores estão vendo o rebanho morrer. No povoado de Caroá, na zona rural de Petrolina, cerca de 500 mortes já foram registradas, prejudicando 300 criadores.

“Eu cuido deles direito, eu tenho o maior cuidado de dar a ração pra eles, de botar milho e o capim. Tem uma roça de capim, eles estão comendo capim, eles estão dentro do capim e, todo dia de tarde, eu dou a palma pinicada, dou farelo, eu tenho cuidado, e a água na roça, tem a água pra eles todo dia e toda hora”, diz o criador José Delmiro de Souza, sem entender o motivo da morte dos animais.

Segundo seu José, o rebanho está todo vacinado. “Estão vacinados, já venho vacinando, está com uns três meses daí pra cá que eu venho vacinando de 20 ou 30 dias eu vacino”, diz o criado, completando que vem percebendo algumas mudanças na criação.

Criador mostra animal morto no Sertão de PE — Foto: Reprodução / TV Grande RioCriador mostra animal morto no Sertão de PE — Foto: Reprodução / TV Grande Rio

Criador mostra animal morto no Sertão de PE — Foto: Reprodução / TV Grande Rio

“Eu percebi diferente, assim, agora com essa friagem aí eu percebi que os bichos amanhecem o dia encolhido, assim uns mais do que os outros, arrepiados. Aí teve alguns que não reage, não dá cria quando está amojada às vezes, e aí morre. Tá morrendo, né, perde peso e, na perdição de peso a gente dá remédio e aí parece que não tem condição de ir em frente, de jeito nenhum”, lamenta

Nos últimos dias o Sertão tem vivido uma situação incomum. O mês de setembro costuma apresentar temperaturas mais altas. No entanto, durante as noites e nas madrugadas, os termômetros têm marcado, no máximo, 18 ou 20 graus, o que é considerado bem frio na região e isso pode afetar os animais.

De acordo com o médico veterinário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Alexandre Mota, os bodes e carneiros podem ter dificuldades de manter a temperatura natural do corpo.

Veterinário da Univasf examina rebanho  — Foto: Reprodução / TV Grande RioVeterinário da Univasf examina rebanho  — Foto: Reprodução / TV Grande Rio

Veterinário da Univasf examina rebanho — Foto: Reprodução / TV Grande Rio

"As baixas temperaturas estão mais relacionadas, de forma geral, a morte de animais jovens. Principalmente entre os ou até 28 meses após o nascimento. Nas regiões mais frias do país, por exemplo sul e sudeste, a principal causa de mortalidade animais jovens, cabritos e borregos, é justamente uma enfermidade, um complexo que a gente chama de Complexo de Hipoterminanição, que é quando o animal não tem reserva energética pra conseguir manter a temperatura corporal e, dessa forma, a morte pode ocorrer por dois fatores: um são as condições climáticas desfavoráveis, ou seja, temperaturas muito baixas. E outra é quando os animais nascem muito magros, com baixo peso ao nascer, assim eles perdem muito calor", explica o veterinário.

Segundo o especialista, a baixa temperatura pode ter relação com as mortes dos animas na zona rural de Petrolina, no entanto, é preciso fazer uma série de exames para confirmar.

" É necessário nesses casos, de mortalidade de grande quantidade de animais, em várias propriedades, uma investigação com os proprietário. O exame clínico dos animais, a coleta de amostra de sangue, urina e fezes, para exames complementares. O exame dos animais mortos para a necrópsia, a coleta de órgão de tecidos de animais mortos, para fazer exames, que a gente chama de histopatológicos. Só diante de todas essas informações é que a gente pode chegar a um diagnóstico, se foi só a condição climática ou outra enfermidade"


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