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por em Outubro 10, 2019
Parábola do Pescador
De Swahá, por Tom Vilhena – Do livro A Reconquista do Amor
“Um homem saiu para pescar, mas não tinha nenhum tipo de isca para os peixes que pretendia apanhar em seus anzóis. Porém, ele sabia de um determinado local onde poderia conseguir minhocas. Contudo, ele não dispunha de nenhuma ferramenta para cavar as minhocas. Pensou que poderia utilizar uma madeira e fazer com ela algum tipo de cavador.
Mas, tampouco dispunha de um facão para cortar a madeira no tamanho e na anglatura correta que permitisse ser utilizada como pá ou cavador. Diante de sua falta de ferramentas ideais para cumprir sua missão, ele só tinha duas opções: voltar para casa e desistir da pescaria, ou encontrar qualquer madeira que lhe permitisse - mesmo não sendo o instrumento ideal - obter as iscas. E assim ele fez, porque não tinha escolha. Não havia como optar por não realizar a pescaria, já que o peixe era a sua única fonte de alimento. E não havia mais peixe disponível em sua dispensa.
Com dificuldade, mas sem perder de vista seu propósito – que era o de reabastecer sua dispensa, ele começou a cavar em busca das minhocas. Embora fosse trabalhoso e exigisse muito esforço, logo conseguiu recolher sua primeira minhoca, o que muito o animou a buscar outras tantas quantas fossem necessárias para o cumprimento de seu objetivo. Depois de um longo tempo de trabalho e do natural cansaço que se seguiu, ele – finalmente – tinha a quantidade de minhocas necessárias a uma longa e promissora pescaria.
Ter as minhocas, entretanto, não era garantia de que teria sua fome saciada, pois ainda dependeria de saber se aquele era, de fato, um bom dia para se pescar, já que a natureza tem suas próprias regras. Mas, como lhe foi possível obter as minhocas, aquilo poderia ser um indicativo de que - se há iscas disponíveis, deveria haver quem precisasse ser alimentado por elas: os peixes, já que tudo se complementa.
E assim ele seguiu confiante até o rio e lançou seu anzol. Depois de uma longa espera sob o sol e a chuva, finalmente pescou seu primeiro peixe. Não era um espécime dos maiores, porém era um bom sinal da boa vontade da natureza. Mas, se quisesse ser bem-sucedido, ele precisaria continuar tendo paciência e insistir em lançar o anzol com nova isca, buscando em cada arremesso renovar suas esperanças de obter sucesso em seu intento.
E assim ele fez. Por muitas vezes lançou seu anzol e foi – aos poucos – recolhendo mais e mais peixes, até que já não tivesse mais como levá-los para casa, o que o fez encerrar, naquela altura, sua pescaria daquele dia. Regressou ao lar feliz e ao mesmo tempo pensativo sobre tudo que havia se passado. Pensou como fora despreparado para pescar, e ao mesmo tempo, celebrou sua engenhosidade e determinação em obter resultados satisfatórios.
E assim, pelos dias em que seus mantimentos duraram, ele revisitou muitas vezes sua trajetória e os resultados obtidos com nenhuma instrumentalização prévia, que o obrigou a um esforço grandioso para obter a pesca. Então, pensou consigo que buscaria se preparar melhor de uma próxima vez. E assim passou a fazê-lo”.
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